quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Bon Jovi fala sobre abuso de álcool

Um dos assuntos tratados no documentário do Bon Jovi, "When We Were Beautiful", é o abuso de álcool de alguns integrantes da banda como o baterista Tico Torres e o guitarrista Richie Sambora.
Tico revelou que abusava do álcool como forma de lidar com a ausência de seu pai, e só admitiu procurar ajuda depois dos membros da banda o alertarem sobre o seu problema.
“Eu era o tipo de pessoa que podia ficar sem beber durante meses e em seguida beber duas garrafas. Eu tinha que lidar com muita coisa. Meu pai me deixou quando eu era criança. Havia muita raiva por trás disso”, disse Tico.
“Eu aprendi sobre mim mesmo através dessa procura para me ajudar. Eu tive que lidar com isso. Eu conheci ele anos mais tarde (seu pai), depois de 20 anos… Eu fui capaz de perdoá-lo… Eu estou OK”, continuou.
Jon Bon Jovi disse que foi inevitável a interferência da banda para tentar ajudar Tico: “Ele tinha um monte de demônios… Ele era um bêbado ruim… Ele era um homem ruim… Ele arranjou problemas com várias pessoas”, disse Jon Bon Jovi.
Devido ao problema de Tico, a banda soube como lidar com o guitarrista Richie Sambora, que em 2008 se internou para tratar do vício em álcool e remédios.
“O fato de que eu tinha quatro irmãos que me disseram ‘Nós nos importamos com você’ foi demais (…) No começo eu tinha vergonha dele (do vício), minha banda e minha família me acolheram”, disse Richie.



Traduzido por O Auê Em 28/10/09 Fonte: O Auê

Uso abusivo de Álcool pode levar ao suícidio

Alcool o consumo excessivo faz dez mil suicídios por ano. O consumo de várias doses de bebida numa única ocasião (binge drinking) preocupa especialistas que alertam para o fato de este comportamento ser responsável por 27 mil mortes acidentais e dez mil suicídios todos os anos na Europa.
«Este tipo de consumo não é exclusivo dos jovens e cerca de 80 milhões de europeus com idade superior a 15 anos disseram ter praticado binge drinking pelo menos uma vez por semana, em 2006», lê-se no Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool (PNRPLA), que está desde hoje em discussão pública.
Com base em estudos internacionais, o documento acrescenta ainda que «cerca de 25 milhões de europeus com mais de 15 anos de idade referem que o binge foi o seu padrão habitual de consumo no último mês».
Na União Europeia, o consumo de quatro ou mais doses de bebida numa única ocasião (binge drinking) está relacionado com 27 mil mortes acidentais, dez mil suicídos e dois mil homicídios, ou seja, quatro em cada dez de todos os assassínios, refere o documento elaborado pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT).
No geral, o álcool causa anualmente 195 mil mortes na Europa, sendo a faixa etária entre os 15 e os 29 anos a mais afetada.

Fonte: Diário Digital

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Idosos no mercado de trabalho

Número de idosos que trabalham aumenta 14%
Pesquisa divulgada pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aponta que o número de idosos com idade entre 60 anos e 64 anos aumentou 14%. A pesquisa comparou os dados de 2006, 2007 e 2008 dos contribuintes com carteira assinada, por faixa etária.
Em 2007, eram 470.938 idosos que estavam pagando o INSS como trabalhador na ativa. Em 2008, o INSS contabilizou 538.256 idosos entre 60 anos e 64 anos ainda no mercado de trabalho --um aumento de 14,2% em relação ao ano anterior. "É um dado muito triste, pois significa que os idosos não conseguem viver com o dinheiro do INSS e estão voltando ou permanecendo no trabalho quando poderiam estar aposentados", disse Warley Martins, presidente da Cobap (confederação de aposentados).
A pesquisa do INSS também apontou que a concessão de aposentadorias por invalidez aumentou 45%, de 2007 para 2008. Passou de 135.211 benefícios, em 2007, para 195.451, no ano passado. A concessão da aposentadoria por invalidez depende da constatação da incapacidade do segurado por um perito do INSS.
A ANMP (Associação Nacional de Médicos Peritos) avalia que o aumento está relacionado ao fim das perícias terceirizadas e à alta programada criada em 2005. "Foram medidas que agilizaram a concessão e evitaram fraudes", disse Luiz Carlos Argolo, presidente da ANMP.

Valorização do trabalhador mais velhoEmpresas e organizações geram diferentes conceitos quanto aos limites do trabalhador e às avaliações do trabalhador mais velho.
Em empresas onde os procedimentos de trabalho permanecem inalterados por períodos mais longos, ou naquelas que precisam investir numa imagem conservadora das tradições, os trabalhadores mais velhos são mais valorizados.
O fato de os trabalhadores mais velhos serem eficientes em muitas atividades que requerem persistência, precisão, experiência, capacidade de solução de problemas práticos, pontualidade, assiduidade e cuidado, bem como o fato de mostrarem flexíveis e motivados a enfrentar desafios, desmentem muitos dos estereótipos correntes sobre o envelhecimento.
Estudos têm mostrado que muitos adultos são capazes de adaptar-se às mudanças tecnológicas. A permanência de pessoas idosas no trabalho é sinal de que elas são sensíveis ao treino e capazes de generalização de novas aprendizagens.
Um envelhecimento e uma velhice bem-sucedidos depende da continuidade de boas condições de saúde, de atividade e de envolvimento na vida pessoal e no trabalho, o que se traduz em vida ativa e produtiva, contribuindo para a otimização das competências que se tem. E está aumentando a participação dos adultos mais velhos no mercado de trabalho.
Empresas e organizações devem antecipar às mudanças que ainda estão por vir, para que consigam alterações relevantes ao progresso delas próprias e ao bem-estar dos trabalhadores.

domingo, 22 de novembro de 2009

Levantamento CRAS de Sarandi


CRAS faz um levantamento de familias atendidas e os problemas de maior relevancia como as drogas.

apresentou índice considerável o número de usuários de drogas atendidos e a faixa etária mais atingida (de 12 a 18 anos também). Além disso, de acordo com relatos da educadora social, foram atendidos com fins de orientação, dentre adolescentes e jovens usuários de drogas, de setembro de 2007 a maio de 2009, 305 pessoas, sendo encaminhadas 118 pessoas para tratamento a clínicas de recuperação e grupos de apoio.
A educadora social destacou a dificuldade em conseguir vagas para internação em clínicas de recuperação devido à condição financeira da população atendida (as clínicas cobram cerca de um salário mínimo) e às poucas vagas reservadas para população de baixa renda, sustentadas pelo município.



Leia materia completa site C.M.A.S

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Trabalho de orientação aos adolescentes


Projeto : ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Este é um dos trabalhos do consultório de Psicologia Popular a orientação aborda todos os itens abaixo com videos, trabalho interativo e participativo.

OBJETIVO GERAL: Informar e orientar crianças e adolescentes sobre as questões comportamentais na adolescência, mudanças físicas, psicológicas, sexualidade, drogas, paternidades, maternidade e outros.

· Mudanças na adolescência físicas e psicológicas. Enfatizar as mudanças ocorridas nessa fase tanto físicas como psicológicas e comportamentais.

· Direitos e deveres: Propiciar uma reflexão sobre os direitos e deveres na adolescência, como agirem para conseguir que seus direitos sejam respeitados e que isso se de através de seus deveres.

Violência e agressividade: Propiciar uma reflexão sobre os comportamentos na adolescência, que envolvem agressividade e violência.

· Drogas: Ampliar o conceito sobre drogas lícitas e ilícitas e suas causas e conseqüências fisiológicas e psicológicas do uso.

· Namoro, ficar: Proporcionar aos adolescentes um momento de discussões e informações sobre amor, paixão e relacionamento.
Relacionamento sexual.

DSTs: informações sobre as doenças sexualmente transmissíveis.

Gravidez na adolescência: materna e paterna, conseqüências.

Limites: Proporcionar aos adolescentes um momento de saber os seus limites de conduta e comportamentos.

· Relacionamentos interpessoais, respeito: orientação, informações e discussões sobre a convivência em grupos, respeito pelo outro.

· Conflitos entre pais e filhos: Discussão sobre o relacionamento familiar respeito, atitudes, limites, regras, obrigações.

· Estudos/Profissão:

· Crise patológica da adolescência:

Cigarro e o câncer

Cigarro provoca 90% dos casos de câncer de pulmão
A morte da atriz Mara Manzan evidencia mais uma vez a relação do tabagismo com o desenvolvimento de câncer de pulmão. A atriz havia deixado o cigarro há quatro anos, após descobrir um enfisema pulmonar. Foram mais de três décadas de dependência.
O cigarro provoca 90% dos casos de câncer pulmonar. Dos 10% de vítimas restantes que não colocam o cigarro na boca, um terço fuma passivamente.
Segundo estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), 45 mil brasileiros devem vir a óbito devido à doença neste ano. As mulheres estão mais suscetíveis à doença - elas serão 27 mil desse total.
``Atualmente, não existe método mais efetivo de prevenção do câncer de pulmão do que não fumar. Até agora não há exame que detecte a doença precocemente, como o papanicolau, para câncer de útero, ou a mamografia, para câncer no seio", diz Gilberto Castro, oncologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octávio Frias de Oliveira.
Segundo o médico, a relação entre quantidade de tabaco e risco de câncer é direta. ``Quanto mais tempo e quanto maior a quantidade de cigarro, maior a chance de desenvolver esse tipo de tumor``, ressalta Castro.
Entre os fumantes, alguns correm mais risco do que outros, por razões ainda não esclarecidas. ``Há pessoas mais sensíveis aos componentes tóxicos dos carcinógenos - substâncias que afetam o DNA das células normais do epitélio respiratório, causando mutações em seu código genético-``, explica o oncologista.
Os tabagistas que abandonam o hábito, segundo o médico, podem ter o risco de câncer de pulmão reduzido ao patamar da população que não fuma após 20 anos.
O tabaco está entre as principais causas de mortes evitáveis, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Todos os anos, cerca de 5 milhões de pessoas morrem no mundo em decorrência do cigarro. No Brasil, que tem 18,8% de sua população fumante, as vítimas somam 200 mil, segundo a Opas (Organização Panamericana de Saúde).
Os números
São 804 tipos de tumores conhecidos atualmente, cinco dos quais colocados entre os que mais atingem os brasileiros. Os tumores de pele, mama, próstata, pulmão e intestino são responsáveis por 280 mil novos casos no país, anualmente.
No total, segundo números atualizados, o Brasil registra aproximadamente 470 mil casos de câncer a cada ano. Entre 2001 e 2005, o Instituto Nacional do Câncer verificou um aumento de 56% nos casos. (das agências)

Autor: Editoria Brasil
Fonte: O Povo

Pesquisa aponta que 40% dos dependentes começam a usar drogas entre 7 e 11 anos

Uma pesquisa realizada pelo Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas) indica que 40% dos jovens começam a usar drogas entre 7 e 11 anos. O estudo foi feito entre 2007 e 2009 com 112 jovens com idades entre 12 e 18 anos atendidos pelo centro ligado a Secretaria de Estado da Saúde.
Dos entrevistados, 2% disseram que eram usuários desde dos 7 anos, 4% com 8 anos, 9% com 9 anos, 10% com 10 anos, e 15% aos 11 anos. Dos usuários que usavam drogas aos 11 anos, 33% não estudam atualmente e 91% dos que estão no último ano do ensino médio estão atrasados.
Segundo o psicólogo Wagner Abril Souto, autor da pesquisa e coordenador do Programa de Adolescentes do Cratod, quanto antes os jovens começam a consumir drogas, aumentam as chances de dependência química.
O tabaco foi a primeira droga a ser consumida por 57% dos entrevistados. A maconha aparece em segundo lugar na escolha dos adolescentes com 51%, em seguida o álcool, com 38%, os inalantes, com 18%, a cocaína, com 17% e, por último, o crack, com 10%.
De acordo com o levantamento, existe uma tendência dos jovens escolherem as drogas lícitas em primeiro lugar, já que o acesso é mais fácil.
O Cratod oferece tratamento gratuito para dependentes de álcool, tabaco e outras drogas. O Centro fica localizado na rua Prates, 165, Bom Retiro, centro de São Paulo.

Autor: Editoria Últimas Notícias
Fonte: Folha Online

Notícias sobre as drogas no Brasil

Drogas: declaração de Cabral sobre legalização repercute
A legalização das drogas ainda é um assunto espinhoso no Rio. Depois de o governador Sérgio Cabral declarar, em entrevista ao Jornal do Brasil, que a legislação das drogas tem que ser discutida em âmbito internacional (em organizações como a ONU e a OMS, por exemplo), e afirmar que a “proibição pela proibição” resulta em número de mortes muito maior do que se houvesse uma “legislação mais inteligente e voltada para vida”, políticos e especialistas aqueceram o debate.Na Assembleia Legislativa do Rio, o assunto é tratado com cautela.
O deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), concorda que a discussão deve ser feita, e em todos os níveis:– O narcotráfico é internacional. Por outro lado, a lavagem de dinheiro nacional também deve ser combatida. O Rio é polo de consumo e de exportação de drogas.Já para o deputado estadual Jorge Babu (PT), ex-policial, não deveria haver debate:– Sou totalmente contra a legalização.
Deveríamos discutir segurança pública.Sociedade civil divididaRenato Cinco, sociólogo e um dos organizadores da Marcha da Maconha, não considera o aval das organizações internacionais necessário, embora admire o fato de Sérgio Cabral reacender o debate.– Vários países avançaram antes da ONU, como Holanda, Portugal e Argentina. Por que o Brasil não pode fazer o mesmo? – defende Cinco, que já foi preso por apologia.Para Luiz Fernando Prôa, pai de Bruno Prôa, usuário de crack que estrangulou a namorada de 18 anos após uma discussão, a legalização é necessária:– Temos que tirar os dependentes químicos das mãos dos traficantes e colocá-los nas do governo e da sociedade.Maria Tereza de Aquino, diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas (NEPAD), da UERJ, considera impossível aplicar aqui o que a Holanda instituiu.– Lá, o mínimo de THC na maconha vendida legalmente é de 12%. Se isso fosse aprovado aqui, os usuários procurariam pela droga com maior teor e iriam encontrá-la no tráfico – acredita ela, que defende ainda que a legalização obstruiria ainda mais o sistema público de saúde – Legalizar aumentaria o número de usuários ou pelo menos a frequência da utilização, seria mais um problema para o SUS.Adversários atacam opinião sobre as drogas Otávio Leite disse que a revelação é preocupante. Anthony Garotinho o chamou de “deslumbrado”. Marcelo Itagiba, mais crítico, o considera incompetente. Marcelo Crivella lembra que a Holanda, ao liberar, não conseguiu controlar o consumo de drogas, e Fernando Gabeira aponta o cerne da questão na reforma da polícia. As declarações do governador do Rio, Sérgio Cabral, em entrevista ao JB domingo, a favor da liberação das drogas – desde que haja um pacto internacional, frisou – despertaram os seus adversários.
Os opositores aproveitaram a polêmica para trazer o assunto ao debate eleitoral, a menos de um ano da campanha para o governo do estado.– A declaração do governador é muito preocupante. Porque até pouco ele mencionava a maconha. Agora ele pluraliza. Aonde quer chegar? – critica o deputado federal Otávio Leite (PSDB). – É preciso trabalhar a cabeça das novas gerações.
O combate se dá pela consciência, não no consumo. Esse é o desafio.Para o federal Fernando Gabeira (PV), o foco deve ser investimento na inteligência da segurança pública.– É legítimo ter a posição dele, mas o tema é muito difícil de ser debatido – comentou Gabeira.– É mais prudente uma ponte entre os dois lados, o que quer legalizar (as drogas), e o q não quer, e isso passa por uma reforma da polícia. Sem isso, não tem condições nem de reprimir, porque fracassa; e nem de liberar, porque não se terá o controle.SegurançaEx-secretário de Segurança Pública do Rio, o federal Marcelo Itagiba, também delegado da PF e recém saído do PMDB de Cabral para o PSDB, foi mais duro:–
A defesa pela liberação do consumo só é feita por aqueles que são incompetentes para combatê-las – criticou o deputado. – Em relação a governos anteriores, o atual governo apreende menos drogas e armas, e faz menos prisões – completa Itagiba, que destaca estar embasado em números das gestões da segurança.
O senador Marcelo Crivella (PRB) lembrou que o caso da Holanda, país europeu que tem política de liberação do consumo:– Os resultados lá foram catastróficos. Se dessem certo, todos os países já estavam debatendo o assunto.Maior crítico de Sérgio Cabral Filho, o ex-governador Anthony Garotinho, que por ora deseja disputar o Palácio Guanabara novamente, foi sucinto e irônico:– Prefiro resumir a entrevista em uma só palavra: ele é um deslumbrado.Fonte:Jornal do Brasil / UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas
Fonte: antidrogas.com.br

Dúvidas como lidar com as drogas preocupa Temporão

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse nesta terça-feira, em Cuiabá (MT), durante coletiva à imprensa, que pela primeira vez as pessoas estão percebendo que a estratégia usada para enfrentar o problema da droga é um fracasso. Temporão participa em Cuiabá, Mato Grosso, da campanha nacional de combate a dengue. O ministro da Saúde falou sobre o comércio ilegal de entorpecentes e as políticas de repressão. "Gasta-se trilhões de dólares em todo mundo para combater um comércio que cresce cada vez mais. Investe-se bilhões de dólares em estratégias de prevenção e o número de usuários só aumenta. Então acredito que temos que mudar o foco, tem que sair da repressão para a saúde pública e só um grande debate nacional pode nos levar a um caminho mais adequado", disse Temporão. O Ministério da Saúde lançou no início do mês de novembro um pacote para que sejam investidos cerca de R$ 98,3 milhões ao ano para o tratamento de dependentes químicos e pacientes com transtornos mentais no País.

Fonte: Antidrogas.com.br

Caus na saúde pública


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Psicologia na questão de políticas públicas

Psicologia e Políticas Públicas tem como objetivo geral instrumentalizar os profissionais para a atuação em serviços vinculados ao Sistema Único de Saúde(SUS) e Sistema Único de Assistência Social(SUAS), estimular a elaboração de textos e a pesquisa científica e a confecção de projetos em políticas públicas.
A psicologia se colocou durante muito tempo fora das discussões que remetiam a situações mais limites enfrentadas pela nossa forma de reproduzir socialmente.
A violência juvenil é uma das conseqüências da nossa forma de consumir, viver e aceitar como nós vivemos sem muito questionar.
A psicologia entrou no seu consultório, e foi tratar individualmente questões que estavam dizendo de uma reprodução social, os medos, medo de morrer por tiro, medo de ser assaltado, medo.
Seus olhos foram saindo da poltrona da frente, que sim, muito tinha a dizer, e foi ver o que sentia, e o que as ruas estavam dizendo.
É no jovem que assistimos o resultado desse modo de viver de forma mais radical. E é isso que o psicólogo começou a ver nas ruas de forma mais eminente.
As políticas públicas para juventude a partir dessa tomada e desse chamamento por outras áreas do “saber”, o saber jurídico, por exemplo, incitaram a psicologia pensar suas práticas.
As vezes a psicologia se colocou como saber que contem o jovem, depois pensando sobre seu fazer, viu que ali estava alocado um ambiente de disciplina, e que a psicologia estava servindo para isso também.
Hoje, essas práticas tanto de disciplinamento, como de emancipação convivem em todas as instituições que cuidam, tutelam os jovens.
Manter uma política pública que possibilite a construção de uma cidadania nestes ambientes dependendo da gestão de governo fica mais difícil, mas já se tem clareza do que não se deve fazer ou a quem não se deve servir quando falamos de juventude e violência.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cesumar lança doze cursos de especialização a distância para 2010

O Núcleo de Educação a Distância do Cesumar (NEAD-CESUMAR) está lançando um conjunto de doze novos cursos de pós-graduação para atender pessoas que atuam nas mais diferentes áreas. Os cursos trazem alguns diferenciais, como o fato de contarem com um grupo comum de disciplinas, professores convidados de todo o Brasil, referendados em suas respectivas áreas, além de uma disciplina que os alunos poderão cursar pela Universidade de Salamanca, na Espanha, atribuindo maior peso ao seu certificado. O coordenador dos cursos de pós-graduação, professor Edmundo Pozes, explica que a parceria com a Universidade de Salamanca vai se dar por meio de convênio com o programa de cursos extraordinários, com professores dos departamentos dos doutorados em administração e educação.

Os cursos terão duração de 14 meses. Os programas foram montados com a participação de profissionais do Cesumar e convidados externos de alto gabarito profissional, segundo destaca Pozes. "Por determinação do diretor da EAD, cada projeto foi montado, consultando a comunidade acadêmica do Cesumar e principalmente profissionais de destaque na economia brasileira, que opinaram na construção das ementas e determinação dos nomes das disciplinas.

Foi um trabalho realizado por muitas mãos, pessoas experientes e bem formadas.
"MBA em Gestão de Trânsito;
MBA em Portos e Aeroportos;
MBA Executivo Internacional;
MBA em Agronegócio;
MBA em Logística e Distribuição;
MBA em Gestão de Projetos;
MBA em Gestão com Pessoas;
Especialização em Auditoria e Controladoria;
Especialização em Políticas Públicas;
Especialização em Gestão Escolar;
Especialização em Docência no Ensino Superior e
Especialização em Educação a Distância formam o conjunto dos novos cursos.

Mais detalhes no Site: Cesumar

Não ao ATO MÉDICO - não podemos aceitar esse absurdo

A aprovação desse projeto prejudica a formação dos profissionais que, passam a depender do médico para realização de prescrições terapêuticas, em detrimento do conhecimento teórico-prático adquirido na universidade, além de passar por cima das competências definidas pelas leis que regulamentam estas áreas de atuação
No dia 15 de dezembro, antes do recesso legislativo, o CFP levará ao Congresso Nacional, 500 mil assinaturas contra o PL 25/2002. O projeto já sofreu modificações realizadas pelo relator e senador Tião Viana (PT-AC). Mas estas mudanças não agradaram às 13 categorias profissionais que são contrárias a aprovação do Projeto de Lei. A maior inconsistência desse PL é defender a exclusividade na prescrição terapêutica para uma única profissão.


De acordo com a ABEP - Associação Brasileira de Ensino de Psicologia - o Projeto de Lei 025/2002, que institui o Ato Médico, de autoria do ex-senador Geraldo Althoff (PFL/SC), invade o campo de competência das profissões da Saúde, rompe com os conceitos defendidos pela Organização Mundial de Saúde, além de impedir o direito de livre escolha dos usuários por qual profissional de Saúde quer ser atendido, cerceando o direito da população a outros conhecimentos e procedimentos consolidados no país em relação à Saúde.

Se aprovado, este Projeto de Lei inviabilizará diversas ações na área da Saúde Pública, como, por exemplo, o programa "Saúde da família", casas de parto, segurança alimentar, dentre outros e reduzirá a atenção à Saúde, e, conseqüentemente, seu conceito em relação a procedimentos médicos centralizados na doença.

Além disso, por transformar a indicação terapêutica num ato médico, suprimirá dos profissionais de Saúde a competência técnica e legal de prescrever o tratamento que entendem ser necessário. Segundo o Conselho Federal de Psicologia-CFP, os médicos podem e devem trabalhar a regulamentação de sua profissão, como forma de a sociedade reconhecer a competência específica desses profissionais, mas não em detrimento de qualquer outra profissão na área da Saúde.

O Projeto de Lei, se mantido na forma como se encontra, é extremamente nocivo a todas as demais profissões da área da Saúde, pois em sua proposta haverá um escalonamento das funções, onde somente os médicos poderão ocupar cargos de coordenação e chefia das unidades de Saúde.

Além disso, dará exclusividade aos médicos para a prescrição terapêutica, tornando todos os demais profissionais (psicólogos e outros) categorias subordinadas a eles.

O texto atual do PL propõe o retorno a um modelo falido de atenção à Saúde, centrado no atendimento clínico, individual, com ênfase no medicamento e na hospitalização.

A sociedade precisa saber que este modelo, além de não atendê-la em suas necessidades, não encontra respaldo algum nem nos organismos internacionais de Saúde e nem na legislação brasileira, que adotam um conceito ampliado de Saúde e de cuidados.

Nessa luta, importante são as afirmações da ABEP de que a aprovação deste projeto agride a formação dos profissionais que, capacitados pelas instituições de ensino superior para atuar em suas áreas específicas, passam a depender do médico para realização de diagnósticos e prescrições terapêuticas no campo de atuação para os quais foram habilitados, invalidando, desta forma, o conhecimento teórico-prático adquirido na formação universitária e ferindo a esfera da competência definida pelas leis que regulamentam suas profissões.

A sociedade não pode ficar alheia a este tipo de proposta fundamentada na ambição desmedida de uma única classe profissional, que busca reserva de mercado, através do corporativismo pernicioso que se volta contra outros segmentos de atuação profissional, desagregando e comprometendo os trabalhos realizados por uma área tão essencial para a sociedade como é a área da Saúde.

Não ao ato médico

domingo, 15 de novembro de 2009

Belíssimo desfile Rainha da Uva Marialva

Eleitas as belissimas - Rainha da Uva Flavia Santina Pelissari Quinalha 21 anos a 1º Princesa Suelen Taveres Aragão,16 anos e 2º princesa e Miss Simpatia Katia Linhares Betanin, 18 anos.






O evento foi muito bem organizado e muito divertido, parabéns a organizadora Mari (Secretaria da Assistencia social, primeira dama e professor Marco Aurelio Ruiz dolce, secretario de Esportes e toda sua equipe

Arnaldo Jabor - é o melhor!!!


Psicanálise de um corrupto em crise

"Doutora, eu procurei a psicanálise porque ando com um estranho sintoma: às vezes tenho o que vocês chamam de ‘sentimento de culpa...’ Sinto-me como o chefão da família Soprano, com aquela psicanalista gostosa, com pernas lindas - as psicanalistas falam pelas pernas...
Tenho tido pesadelos: sonho que morri assassinado por mim mesmo, que estou preso com traficantes estupradores. Não mereço isso, eu, que sempre assumi minha condição de corrupto ativo e passivo... (não pense que é veadagem não, hein, doutora... ah, ah, ah...). Não sou um ladrão de galinhas, mas já roubei galinhas do vizinho e até hoje sinto o cheiro das penosas que eu agarrava. Ah, ah, ah... Mas hoje em dia, doutora, não roubo mais por necessidade; é prazer mesmo. Estou muito bem de vida, tenho sete fazendas reais e sete imaginárias, mando em cidades do Nordeste, tenho tudo, mas confesso que sou viciado na adrenalina que me arde no sangue na hora em que a mala preta voa em minha direção, cheia de dólares, vibro quando vejo os olhos covardes do empresário me pagando a propina, suas mãos trêmulas me passando o tutu, delicio-me quando o juiz me dá ganho de causa, ostentando honestidade, e finge não perceber minha piscadela marota na hora da liminar comprada (está entre US$ 30 a US$ 50 mil hoje), babo ao ver juízes sabujos diante de meu poder de parlamentar e fazendeiro rico.
Como, doutora? Se me sinto superior assim? Bem, é verdade... Adoro a sensação de me sentir acima dos otários que me ‘compram’, eles se humilhando em vez de mim.
Roubar dá tesão; liberta-me. Eu explico: roubar me tira do mundo dos ‘obedientes’ e me provoca quase um orgasmo quando embolso uma bolada.
Desculpe... a senhora é mulher fina, coisa e tal, mas adoro sentir o espanto de uma prostituta, quando eu lhe arrojo US$ 1.000 entre as coxas e vejo sua gratidão acesa, fazendo-a caprichar em carícias mais perversas. É uma delícia, doutora, rolar, nu, em cima de notas de US$ 100 na cama, de madrugada, sozinho, comendo castanhas e chocolatinhos do frigobar de um hotel vagabundo, em uma cidade onde descolei um canal de esgoto superfaturado.
A senhora não imagina a volúpia de ostentar seriedade em salões de caretas que te xingam pelas costas, mas que te invejam secretamente pela liberdade cínica que te habita.
Suas mulheres me olham excitadas, pensando nos brilhantes que poderiam ganhar de mim, viril e sorridente - todo bom ladrão é simpático.
A senhora não tem ideia aí, sentada nessa poltrona do Freud, do orgulho que sinto, até quando roubo verbas de remédios para criancinhas, ao conseguir dominar a vergonha e transformá-la na bela frieza que constrói o grande homem. E, agora, esse sentimentozinho de ‘culpa’ tão chato...
Sei muito bem os gestos e rituais dos ladrões (tenho de usar essa palavra triste): sei fazer imposturas, perfídias, tretas, burlarias, sei usar falsas virtudes, ostentar dignidade em CPIs, dou beijos de Judas, levo desaforo para casa sim, sei dar abraços de tamanduá e chorar lágrimas de crocodilo... Sou ótimo ator e especialista em amnésias políticas.
Eu já declarei de testa alta na Câmara: ‘Não sei nem imagino como esses milhões de dólares apareceram em minha conta na Suíça, apesar desses extratos todos, pois não tenho nem nunca tive conta no exterior!’ Esse grau de mentira é tão íntegro que deixa de ser mentira e vira uma arte.
Doutora, no Brasil há dois tipos de ladrões de colarinho branco: há o ladrão ‘extensivo’ e o ‘intensivo’.
Não tolero os ladrões intensivos, os intempestivos sem classe... Falta-lhes elegância e ‘finesse’. Roubam por rancor, roubam o que lhes aparece na frente, acham-se no direito de se vingar de passadas humilhações, dores de corno, porradas na cara não revidadas, suspiros de mãe lavadeira.
Eu, não. Eu sou um cordial, um cavalheiro; tenho paciência e sabedoria, comecei pouco a pouco, como as galinhas que roubei na infância, que, de grão em grão, enchiam o papo... ah, ah, ah... Eu sou aquele que vai roubando ao longo da vida política e ao fim de décadas já tem ‘Renoirs’ na parede, lanchões, helicópteros, esposas infelizes (não sei por que, se dou tudo a ela), filhos estroinas e malucos... (mandei estudar na Suíça e não adiantou).
Eu adquiri uma respeitabilidade altaneira que confunde meus inimigos, que ficam na dúvida se eu tenho mesmo a grandeza acima dos homens comuns. No fundo, eu me acho mesmo especial; não sou comum.
Perto de mim, homens como PC foram meros cleptomaníacos... Sou profissional e didático... Eu me considero um Gilberto Freyre da escrotidão nacional...
Olhe para mim, doutora. Eu estou no lugar da verdade. Este país foi feito assim, na vala entre o público e o privado. Há uma grandeza insuspeitada na apropriação indébita, florescem ricos cogumelos na lama das maracutaias. A bosta não produz flores magníficas? O que vocês chamam de ‘roubalheira’ eu chamo de ‘progresso’ português, nada da frieza anglo-saxônica.
Eu sempre fui muito feliz... Sempre adorei os jantares nordestinos, cheios de moquecas e maracutaias, sempre amei as cotoveladas cúmplices quando se liberam verbas, os cálidos abraços de famílias de máfias rurais... Lembra da linda piscina verde em Canapi, no meio da caatinga, na época Collor? Adorava aquilo; era uma verdadeira instalação brasileira contemporânea - devia estar na Bienal.
A senhora me pergunta por que eu lhe procurei?
Tudo bem; vou contar.
Outro dia, fui assistir a uma execução. Mataram um neguinho no terreno baldio. Ele implorava quando lhe passaram o fio de nylon no pescoço e apertaram até ele cair, bem embaixo de uma placa de financiamento público. Na hora, até me excitei; tive uma ereção, confesso. Mas quando cheguei em casa, com meus filhos vendo ‘High School Musical’ na TV, fui tomado por esse mal-estar que vocês chamam de ‘sentimento de culpa’...
Por isso, doutora, preciso que me cure logo... Tem muita verba pública pintando aí, muita emenda no Orçamento, empreiteiros me ligando... Tenho de continuar minha missão, doutora..."
Parabéns Arnaldo o Brasil precisa de mais pessoas como você!!!
Fonte: Arnaldo Jabor